{"id":27587,"date":"2026-04-01T06:44:23","date_gmt":"2026-04-01T06:44:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.maapprogram.org\/mining-xingu-brazil-indig\/"},"modified":"2026-04-01T18:57:09","modified_gmt":"2026-04-01T18:57:09","slug":"mining-xingu-brazil-indig","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.maapprogram.org\/pt-br\/mining-xingu-brazil-indig\/","title":{"rendered":"MAAP 239: Expans\u00e3o do garimpo ilegal na Bacia do Xingu, na Amaz\u00f4nia brasileira (parte 1: Terras Ind\u00edgenas)"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_27572\" class=\"thumbnail alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-27572 \" src=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/BM_XINGU_v6-991x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"671\" height=\"693\" srcset=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/BM_XINGU_v6-991x1024.jpg 991w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/BM_XINGU_v6-290x300.jpg 290w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/BM_XINGU_v6-768x794.jpg 768w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/BM_XINGU_v6-1486x1536.jpg 1486w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/BM_XINGU_v6-1982x2048.jpg 1982w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/BM_XINGU_v6.jpg 871w\" sizes=\"(max-width: 671px) 100vw, 671px\" \/><div class=\"caption\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c1reas de minera\u00e7\u00e3o no Corredor Xingu. Dados: Amazon Conservation\/MAAP and ISA.<\/span><\/i><\/div><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A <\/span><b>minera\u00e7\u00e3o ilegal<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> segue avan\u00e7ando na <\/span><b>Amaz\u00f4nia brasileira<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, muito provavelmente impulsionada pela valoriza\u00e7\u00e3o do ouro. At\u00e9 o fim de 2025, estima-se que as \u00e1reas impactadas por atividades de minera\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o somem cerca de 223 mil hectares, de acordo com o <\/span><a href=\"https:\/\/amazonminingwatch.org\/en?zoom=4.04&amp;lng=-58.58&amp;lat=-6.40&amp;areaType=countries&amp;areaId=BRA&amp;areaName=brazil\"><span style=\"font-weight: 400;\">Amazon Mining Watch<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> (consulte tamb\u00e9m <\/span><a href=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/illegal-gold-mining-amazon\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">MAAP #197<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><a href=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/amazon-mining-2024\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">#226<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e <\/span><a href=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/amazon-gold-mining-2025\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">#235<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> para mais detalhes).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um dado especialmente preocupante \u00e9 que a maior concentra\u00e7\u00e3o de desmatamento associado ao garimpo est\u00e1 na <\/span><b>Bacia do Rio Xingu<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, que se estende por aproximadamente 51 milh\u00f5es de hectares no leste da Amaz\u00f4nia brasileira, entre os estados do Par\u00e1 e Mato Grosso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No cora\u00e7\u00e3o desse territ\u00f3rio est\u00e1 o <\/span><b>Corredor Xingu de Diversidade Socioambiental<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, um dos maiores blocos cont\u00ednuos de florestas oficialmente protegidas do planeta &#8211; mais de 26 milh\u00f5es de hectares que conectam 24 Terras Ind\u00edgenas e 9 \u00e1reas protegidas (veja o <\/span><b>Mapa-base<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">). Apesar dessas designa\u00e7\u00f5es legais, a regi\u00e3o segue sob <\/span><b>forte press\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> devido ao avan\u00e7o constante do garimpo ilegal, da expans\u00e3o agropecu\u00e1ria, da extra\u00e7\u00e3o de madeira, da abertura de estradas e das queimadas provocadas por a\u00e7\u00f5es humanas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O corredor abriga 26 povos ind\u00edgenas, que historicamente t\u00eam desempenhado um papel fundamental como guardi\u00f5es contra o avan\u00e7o da fronteira do desmatamento. Para enfrentar as press\u00f5es crescentes na regi\u00e3o, surgiu a <\/span><b>Rede Xingu+<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, uma articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que re\u00fane 53 organiza\u00e7\u00f5es (43 ind\u00edgenas, 5 ribeirinhas e 5 da sociedade civil) representando as popula\u00e7\u00f5es que vivem no Corredor. A trajet\u00f3ria dessa alian\u00e7a remonta aos movimentos de resist\u00eancia contra o represamento do Rio Xingu, em 1989. Ap\u00f3s d\u00e9cadas de mobiliza\u00e7\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o entre diferentes povos e organiza\u00e7\u00f5es, a Rede foi oficialmente formalizada em 2013.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Rede Xingu+ realiza <\/span><b>monitoramento<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> mensal do desmatamento e de outras press\u00f5es no Corredor Xingu por meio do <\/span><b>SiRAD X<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> (Sistema Remoto de Alerta de Desmatamento do Xingu), que utiliza tecnologia de radar. O sistema tamb\u00e9m se apoia em uma rede de parceiros locais respons\u00e1veis pela vigil\u00e2ncia territorial diretamente em campo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2025, o Instituto Socioambiental firmou uma parceria com a Amazon Conservation, ampliando o acesso a imagens de sat\u00e9lite em alta resolu\u00e7\u00e3o fornecidas pela Planet. Esse recurso permitiu aprimorar a valida\u00e7\u00e3o dos alertas e a identifica\u00e7\u00e3o dos vetores de press\u00e3o. A colabora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m integra o painel p\u00fablico <\/span><a href=\"https:\/\/amazonminingwatch.org\/en\"><b>Amazon Mining Watch<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, desenvolvido em parceria pela Amazon Conservation, Earth Genome e Pulitzer Center.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tanto o SiRAD X quanto o Amazon Mining Watch identificaram uma forte expans\u00e3o do desmatamento causado pela minera\u00e7\u00e3o de ouro no Corredor a partir de 2018, incluindo a continuidade de atividades ilegais no per\u00edodo mais recente, em 2025. Ao longo do relat\u00f3rio, apresentamos os dados dos dois sistemas, destacando pequenas diferen\u00e7as decorrentes de suas metodologias distintas (Nota 1), embora os padr\u00f5es gerais observados sejam consistentes entre ambos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entre 2018 e 2024, o sistema de monitoramento Sirad X registrou a perda de aproximadamente 11.500 hectares de floresta associados ao garimpo ilegal dentro dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas e das \u00e1reas protegidas do Corredor Xingu (o Amazon Mining Watch estima cerca de 16.000 ha), al\u00e9m de outros 400 hectares de janeiro a setembro de 2025, n\u00famero semelhante ao estimado pelo Amazon Mining Watch.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Atualmente, esse avan\u00e7o do desmatamento ligado ao garimpo afeta <\/span><b>5 Terras Ind\u00edgenas <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">(Kayap\u00f3, Ba\u00fa, Kuruaya, Trincheira Bacaj\u00e1 e Apyterewa) <\/span><b>e 5 \u00e1reas protegidas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> (Floresta Nacional de Altamira, Floresta Estadual do Iriri, Reserva Extrativista Riozinho do Anfr\u00edsio, Reserva Biol\u00f3gica Nascentes da Serra do Cachimbo e Reserva Extrativista Rio Iriri) no Corredor Xingu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Estamos publicando uma <\/span><b>s\u00e9rie em duas partes<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> sobre o desmatamento causado pelo garimpo ilegal no Corredor Xingu. A <\/span><b>Parte 1<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, apresentada abaixo, concentra-se nas <\/span><b>Terras Ind\u00edgenas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">; a Parte 2, que ser\u00e1 divulgada em seguida, abordar\u00e1 as \u00e1reas protegidas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesta primeira parte, detalhamos o desmatamento recente associado ao garimpo em tr\u00eas <\/span><b>Terras Ind\u00edgenas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> (Kuruaya, Ba\u00fa e Kayap\u00f3), incluindo uma sequ\u00eancia de imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O <\/span><b>Mapa Base<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> destaca as \u00e1reas de foco desta s\u00e9rie: os <\/span><b>Pontos A\u2013C<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> s\u00e3o analisados neste relat\u00f3rio (Terras Ind\u00edgenas), enquanto os <\/span><b>Pontos D\u2013F<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> ser\u00e3o abordados no segundo relat\u00f3rio (\u00e1reas protegidas).<\/span><\/p>\n<div class=\"fitem-sep\"><\/div>\n<h3><b>Minera\u00e7\u00e3o em Terras Ind\u00edgenas<\/b><\/h3>\n<h4><b><i>Terra Ind\u00edgena Kuruaya<\/i><\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Terra Ind\u00edgena Kuruaya (localizada no estado do Par\u00e1, no munic\u00edpio de Altamira) convive com atividades de garimpo de ouro desde o in\u00edcio dos anos 1980, especialmente ao longo do rio Curu\u00e1, onde se concentram as aldeias do povo Kuruaya. Nos \u00faltimos anos, por\u00e9m, a atividade mais intensa tem ocorrido em um afluente do Curu\u00e1, conhecido como igarap\u00e9 Madalena.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desde 2023, o monitoramento da Rede Xingu+ vem registrando a expans\u00e3o do garimpo ilegal ao longo do igarap\u00e9 Madalena. Naquele ano, foi protocolada uma den\u00fancia formal (por meio do Of\u00edcio 42\/2023 \u2013 Rede Xingu+), relatando a perda de cerca de 3 hectares devido \u00e0 atividade garimpeira. Em 2024, a situa\u00e7\u00e3o se agravou, com o desmatamento de mais 13,4 hectares. E, entre janeiro e julho de 2025, a \u00e1rea de garimpo no Madalena j\u00e1 havia avan\u00e7ado outros 17,8 hectares, totalizando <\/span><b>34,2 hectares acumulados.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As <\/span><b>Figuras A1 e A2<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> mostram a expans\u00e3o do garimpo ilegal no Madalena entre 2024 (pain\u00e9is \u00e0 esquerda) e 2025 (pain\u00e9is \u00e0 direita). A atividade avan\u00e7a principalmente em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 conflu\u00eancia do igarap\u00e9 Madalena com o rio Curu\u00e1. Al\u00e9m disso, surgiram novos pontos menores de garimpo na regi\u00e3o ao redor.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_27482\" class=\"thumbnail aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-27482\" src=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_A1_GarimpoKuruaya_Nov25-1024x512.jpg\" alt=\"\" width=\"976\" height=\"488\" srcset=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_A1_GarimpoKuruaya_Nov25-1024x512.jpg 1024w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_A1_GarimpoKuruaya_Nov25-300x150.jpg 300w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_A1_GarimpoKuruaya_Nov25-768x384.jpg 768w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_A1_GarimpoKuruaya_Nov25-1536x768.jpg 1536w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_A1_GarimpoKuruaya_Nov25.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 976px) 100vw, 976px\" \/><div class=\"caption\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Figura A1. Garimpo na Terra Ind\u00edgena Kuruaya. <\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">Dados: Planet\/NICFI<\/span><\/i><\/div><\/div>\n<div class=\"fitem-sep\"><\/div>\n<div id=\"attachment_27486\" class=\"thumbnail aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-27486\" src=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_A2_GarimpoKuruaya2_Nov25-1024x512.jpg\" alt=\"\" width=\"974\" height=\"487\" srcset=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_A2_GarimpoKuruaya2_Nov25-1024x512.jpg 1024w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_A2_GarimpoKuruaya2_Nov25-300x150.jpg 300w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_A2_GarimpoKuruaya2_Nov25-768x384.jpg 768w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_A2_GarimpoKuruaya2_Nov25-1536x768.jpg 1536w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_A2_GarimpoKuruaya2_Nov25.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 974px) 100vw, 974px\" \/><div class=\"caption\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Figura A2. Garimpo na Terra Ind\u00edgena Kuruaya. <\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">Dados: Planet\/NICFI<\/span><\/i><\/div><\/div>\n<div class=\"fitem-sep\"><\/div>\n<div id=\"attachment_27522\" class=\"thumbnail alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-27522 \" src=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Screenshot-2026-03-12-163148-Kuruaya-1024x643.png\" alt=\"\" width=\"704\" height=\"442\" srcset=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Screenshot-2026-03-12-163148-Kuruaya-1024x643.png 1024w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Screenshot-2026-03-12-163148-Kuruaya-300x188.png 300w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Screenshot-2026-03-12-163148-Kuruaya-768x483.png 768w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Screenshot-2026-03-12-163148-Kuruaya.png 900w\" sizes=\"(max-width: 704px) 100vw, 704px\" \/><div class=\"caption\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Resultados do Amazon Mining Watch para a Terra Ind\u00edgena Kuruaya.<\/span><\/i><\/div><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Amazon Mining Watch indica um desmatamento acumulado de 33 hectares causado pelo garimpo na Terra Ind\u00edgena Kuruaya, incluindo 4 hectares somente em 2025 (<\/span><a href=\"https:\/\/amazonminingwatch.org\/en?areaType=indigenous-territory&amp;activeYear=202504&amp;cumulative=true&amp;zoom=9.65&amp;lng=-54.59&amp;lat=-5.74&amp;areaId=BR38902_0&amp;areaName=kuruaya\"><span style=\"font-weight: 400;\">clique aqui<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> para visualizar no AMW).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa atividade ocorre dentro de uma concess\u00e3o de lavra de ouro ativa registrada no cadastro digital do SIGMINE. No entanto, conforme a Constitui\u00e7\u00e3o brasileira, esse tipo de concess\u00e3o (Permiss\u00e3o de Lavra Garimpeira &#8211; PLG) n\u00e3o \u00e9 autorizado em Terras Ind\u00edgenas (Nota 2).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"fitem-sep\"><\/div>\n<h4><b><i>Terra Ind\u00edgena Ba\u00fa<\/i><\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Terra Ind\u00edgena Ba\u00fa (estado do Par\u00e1, munic\u00edpio de Altamira) \u00e9 habitada pelos povos Mebeng\u00f4kre (Kayap\u00f3) Mekr\u00e3gnoti e Pur\u00f4 isolados, distribu\u00eddos ao longo de seus vastos 1,5 milh\u00e3o de hectares. O garimpo ilegal afeta esse territ\u00f3rio desde pelo menos 2019 e tem sido palco de diversos conflitos armados entre garimpeiros e ind\u00edgenas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na primeira metade de 2025, foram detectados pontos ativos de garimpo ilegal em diversas partes do territ\u00f3rio, com destaque para a principal \u00e1rea de garimpo conhecida como Pista Velha. Pista Velha \u00e9 um antigo local de garimpo, mas foi em 2019 que sua reativa\u00e7\u00e3o se tornou palco de v\u00e1rios conflitos armados entre povos ind\u00edgenas e garimpeiros, colocando em risco a vida dos Kayap\u00f3. Os esfor\u00e7os para retomar o controle dessa \u00e1rea continuam em andamento e t\u00eam sido amplamente reportados pela Rede Xingu+. Em julho de 2025, um sobrevoo confirmou a presen\u00e7a de atividade de minera\u00e7\u00e3o em Pista Velha (ver foto).<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_27506\" class=\"thumbnail aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-27506\" src=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Bau-Overflight.png\" alt=\"\" width=\"815\" height=\"608\" srcset=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Bau-Overflight.png 900w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Bau-Overflight-300x224.png 300w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Bau-Overflight-768x573.png 768w\" sizes=\"(max-width: 815px) 100vw, 815px\" \/><div class=\"caption\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Foto de sobrevoo: \u00e1rea de garimpo de Pista Velha (Terra Ind\u00edgena Ba\u00fa) em 19 de julho de 2025. <\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">Foto: Rede Xingu+.<\/span><\/i><\/div><\/div>\n<div class=\"fitem-sep\"><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A <\/span><b>Figura B<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> ilustra a expans\u00e3o do garimpo em Pista Velha entre 2024 (painel \u00e0 esquerda) e 2025 (painel \u00e0 direita).<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_27494\" class=\"thumbnail aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-27494\" src=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_B_GarimpoBau_Out25-1024x512.jpg\" alt=\"\" width=\"974\" height=\"487\" srcset=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_B_GarimpoBau_Out25-1024x512.jpg 1024w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_B_GarimpoBau_Out25-300x150.jpg 300w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_B_GarimpoBau_Out25-768x384.jpg 768w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_B_GarimpoBau_Out25-1536x768.jpg 1536w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_B_GarimpoBau_Out25.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 974px) 100vw, 974px\" \/><div class=\"caption\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Garimpo na Terra Ind\u00edgena Ba\u00fa. <\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">Dados: Planet\/NICFI<\/span><\/i><\/div><\/div>\n<div class=\"fitem-sep\"><\/div>\n<div id=\"attachment_27518\" class=\"thumbnail alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-27518 \" src=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Screenshot-2026-03-12-162205-Bau-1024x604.png\" alt=\"\" width=\"704\" height=\"416\" srcset=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Screenshot-2026-03-12-162205-Bau-1024x604.png 1024w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Screenshot-2026-03-12-162205-Bau-300x177.png 300w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Screenshot-2026-03-12-162205-Bau-768x453.png 768w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Screenshot-2026-03-12-162205-Bau.png 900w\" sizes=\"(max-width: 704px) 100vw, 704px\" \/><div class=\"caption\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Resultados do Amazon Mining Watch para a Terra Ind\u00edgena Ba\u00fa<\/span><\/i><\/div><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Amazon Mining Watch indica um desmatamento acumulado de 110 hectares causado pelo garimpo na Terra Ind\u00edgena Ba\u00fa, incluindo 10 hectares somente em 2025 (<\/span><a href=\"https:\/\/amazonminingwatch.org\/en?areaType=indigenous-territory&amp;activeYear=202504&amp;cumulative=true&amp;zoom=8.12&amp;lng=-54.46&amp;lat=-7.30&amp;areaId=BR6101_0&amp;areaName=bau\"><span style=\"font-weight: 400;\">clique aqui<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> para visualizar no AMW)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"fitem-sep\"><\/div>\n<p><b><i>Terra Ind\u00edgena Kayap\u00f3<\/i><\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Terra Ind\u00edgena Kayap\u00f3 (estado do Par\u00e1, abrangendo quatro munic\u00edpios) possui um longo hist\u00f3rico de garimpo ilegal que remonta \u00e0 d\u00e9cada de 1960 e \u00e9 o territ\u00f3rio com a maior \u00e1rea desmatada por garimpo ilegal em toda a Amaz\u00f4nia brasileira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As opera\u00e7\u00f5es do governo para retirar garimpeiros ilegais da Terra Ind\u00edgena Kayap\u00f3 come\u00e7aram em maio de 2025, em cumprimento a uma decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (ADPF 709), que busca n\u00e3o apenas proteger os povos ind\u00edgenas, mas tamb\u00e9m conter o avan\u00e7o do garimpo ilegal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A primeira fase dessas opera\u00e7\u00f5es parece ter sido eficaz, j\u00e1 que menos de 2 hectares de novas \u00e1reas de garimpo foram detectados em junho de 2025 pelo monitoramento do SIRAD-X. No entanto, dados de outubro indicam um pequeno aumento da atividade, com acr\u00e9scimo de 15 hectares no territ\u00f3rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As <\/span><b>Figuras C1 e C2<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> mostram o avan\u00e7o recente do garimpo ilegal em dois pontos da Terra Ind\u00edgena Kayap\u00f3 entre 2024 (pain\u00e9is \u00e0 esquerda) e 2025 (pain\u00e9is \u00e0 direita).<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_27498\" class=\"thumbnail aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-27498\" src=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_C_GarimpoTIKayapo2_Out25-1024x512.jpg\" alt=\"\" width=\"972\" height=\"486\" srcset=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_C_GarimpoTIKayapo2_Out25-1024x512.jpg 1024w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_C_GarimpoTIKayapo2_Out25-300x150.jpg 300w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_C_GarimpoTIKayapo2_Out25-768x384.jpg 768w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_C_GarimpoTIKayapo2_Out25-1536x768.jpg 1536w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_C_GarimpoTIKayapo2_Out25.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 972px) 100vw, 972px\" \/><div class=\"caption\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Figura C1. Garimpo na Terra Ind\u00edgena Kayap\u00f3. Dados: Planet\/NICFI<\/span><\/i><\/div><\/div>\n<div class=\"fitem-sep\"><\/div>\n<div id=\"attachment_27501\" class=\"thumbnail aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-27501\" src=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_D_GarimpoTIKayapo_Out25-1024x512.jpg\" alt=\"\" width=\"974\" height=\"487\" srcset=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_D_GarimpoTIKayapo_Out25-1024x512.jpg 1024w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_D_GarimpoTIKayapo_Out25-300x150.jpg 300w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_D_GarimpoTIKayapo_Out25-768x384.jpg 768w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_D_GarimpoTIKayapo_Out25-1536x768.jpg 1536w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/TI_D_GarimpoTIKayapo_Out25.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 974px) 100vw, 974px\" \/><div class=\"caption\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Figura C2. Garimpo na Terra Ind\u00edgena Kayap\u00f3. <\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">Dados: Planet\/NICFI<\/span><\/i><\/div><\/div>\n<div class=\"fitem-sep\"><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Amazon Mining Watch indica um desmatamento acumulado de 7.940 hectares causado pelo garimpo na Terra Ind\u00edgena Kayap\u00f3, incluindo 140 hectares somente em 2025 (<\/span><a href=\"https:\/\/amazonminingwatch.org\/en?areaType=indigenous-territory&amp;activeYear=202504&amp;cumulative=true&amp;zoom=8.07&amp;lng=-51.98&amp;lat=-7.79&amp;areaId=BR23001_0&amp;areaName=kayapo\"><span style=\"font-weight: 400;\">veja no AMW<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">). No entanto, grande parte desse aumento foi detectada no primeiro semestre do ano, o que indica que pode se tratar de um remanescente da expans\u00e3o de 2024. Assim, boa parte da atividade de garimpo recentemente detectada pelo Amazon Mining Watch provavelmente ocorreu no final de 2024 e in\u00edcio de 2025, antes da interven\u00e7\u00e3o governamental em maio, em conson\u00e2ncia com os resultados do SiRAD-X mencionados acima.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_27511\" class=\"thumbnail aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-27511 \" src=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Screenshot-2026-01-14-091812-Kapo-1024x548.png\" alt=\"\" width=\"919\" height=\"492\" srcset=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Screenshot-2026-01-14-091812-Kapo-1024x548.png 1024w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Screenshot-2026-01-14-091812-Kapo-300x161.png 300w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Screenshot-2026-01-14-091812-Kapo-768x411.png 768w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Screenshot-2026-01-14-091812-Kapo.png 900w\" sizes=\"(max-width: 919px) 100vw, 919px\" \/><div class=\"caption\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Resultados do Amazon Mining Watch para a Terra Ind\u00edgena Kayap\u00f3<\/span><\/i><\/div><\/div>\n<div class=\"fitem-sep\"><\/div>\n<h3><b>Conclus\u00e3o e Recomenda\u00e7\u00f5es<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com base nas informa\u00e7\u00f5es apresentadas acima, fica evidente que o garimpo ilegal na bacia do Xingu n\u00e3o \u00e9 uma atividade isolada. Ele se espalhou tanto por territ\u00f3rios ind\u00edgenas quanto por \u00e1reas protegidas, indicando a exist\u00eancia de uma rede de apoio que fornece a capacidade operacional e a infraestrutura necess\u00e1rias para sua continuidade. Essa expans\u00e3o traz consigo uma s\u00e9rie de riscos graves para a regi\u00e3o e para suas comunidades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A minera\u00e7\u00e3o ilegal representa uma amea\u00e7a direta \u00e0 integridade territorial e ao bem-estar das comunidades ribeirinhas e ind\u00edgenas. As principais consequ\u00eancias incluem a degrada\u00e7\u00e3o de \u00e1reas nativas e a contamina\u00e7\u00e3o dos rios pelo uso de merc\u00fario. Al\u00e9m dos danos ambientais, a expans\u00e3o dessa atividade ilegal aumenta o risco de conflitos socioambientais entre garimpeiros e comunidades tradicionais, que buscam proteger seus territ\u00f3rios e seu modo de vida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A seguir, apresentamos um conjunto de recomenda\u00e7\u00f5es \u00e0s autoridades brasileiras relacionadas a: (i) a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o; (ii) monitoramento e restaura\u00e7\u00e3o conduzidos pelas comunidades; e (iii) rastreabilidade das cadeias de fornecimento de ouro.<\/span><\/p>\n<p><b>(i) A\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o:<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para garantir a prote\u00e7\u00e3o de longo prazo dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas contra o garimpo ilegal, \u00e9 fundamental ir al\u00e9m das opera\u00e7\u00f5es imediatas de retirada e estabelecer um marco sustent\u00e1vel e preventivo. Embora o governo brasileiro tenha iniciado a\u00e7\u00f5es de desintrus\u00e3o em resposta a decis\u00f5es judiciais recentes, ainda n\u00e3o existe uma estrat\u00e9gia de longo prazo para evitar a reincid\u00eancia dessas invas\u00f5es. Solu\u00e7\u00f5es eficazes e duradouras exigem a atua\u00e7\u00e3o de diferentes \u00f3rg\u00e3os reguladores e interven\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas que ultrapassem os limites geogr\u00e1ficos das pr\u00f3prias terras ind\u00edgenas. Portanto, recomenda-se a ado\u00e7\u00e3o das seguintes medidas de pol\u00edtica p\u00fablica:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Estabelecer uma for\u00e7a-tarefa permanente e interinstitucional, coordenada pela Casa Civil da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, para desenvolver e implementar um plano estrat\u00e9gico abrangente de cinco anos. Esse plano deve focar no desmantelamento das redes econ\u00f4micas e log\u00edsticas externas que sustentam o garimpo ilegal, prevenindo assim o retorno de invasores ap\u00f3s a desintrus\u00e3o. O papel articulador da Casa Civil \u00e9 essencial para garantir a coopera\u00e7\u00e3o entre diferentes minist\u00e9rios e \u00f3rg\u00e3os governamentais, assegurando uma resposta nacional unificada e eficaz.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Promover a\u00e7\u00f5es integradas de fiscaliza\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas do entorno dos territ\u00f3rios, com o objetivo de estrangular logisticamente as opera\u00e7\u00f5es ilegais. Isso deve envolver \u00f3rg\u00e3os reguladores em conjunto com entidades de fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental e de comando e controle, como a Ag\u00eancia Nacional de Avia\u00e7\u00e3o Civil (ANAC), para inspe\u00e7\u00f5es de aer\u00f3dromos; a Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP), para inspe\u00e7\u00f5es de postos de combust\u00edvel; e a Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para inspe\u00e7\u00f5es em estradas e rodovias.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fortalecer os \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pela fiscaliza\u00e7\u00e3o (IBAMA, ICMBio e FUNAI), garantindo que tenham capacidade operacional para atuar regularmente nos territ\u00f3rios destacados, por meio da recomposi\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria e de pessoal.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Promover a implementa\u00e7\u00e3o de Planos de Prote\u00e7\u00e3o de longo prazo, assegurando or\u00e7amento cont\u00ednuo para a manuten\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es regulares de fiscaliza\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o a crimes ambientais.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><b>(ii) Monitoramento e restaura\u00e7\u00e3o conduzidos pelas comunidades:<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A promo\u00e7\u00e3o e o fortalecimento de iniciativas de vigil\u00e2ncia ind\u00edgena voltadas ao monitoramento e \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios podem complementar as a\u00e7\u00f5es conduzidas pelo governo. Um benef\u00edcio adicional dessas iniciativas \u00e9 que elas representam alternativas econ\u00f4micas sustent\u00e1veis dentro das pr\u00f3prias terras, reduzindo a vulnerabilidade de jovens ao aliciamento por grupos ilegais. Para isso, as seguintes a\u00e7\u00f5es podem ser adotadas:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Apoiar a constru\u00e7\u00e3o e a manuten\u00e7\u00e3o de \u201cCentros de Vigil\u00e2ncia\u201d em pontos estrat\u00e9gicos (conflu\u00eancias de rios, limites das TIs), geridos pelas pr\u00f3prias comunidades, para garantir a ocupa\u00e7\u00e3o f\u00edsica de \u00e1reas remotas e a produ\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es relevantes que subsidiem a\u00e7\u00f5es mais eficazes do Estado.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Desenvolver e implementar mecanismos de Pagamento por Servi\u00e7os Ambientais (PSA) para agentes comunit\u00e1rios, reconhecendo a vigil\u00e2ncia territorial como um trabalho essencial para a conserva\u00e7\u00e3o do bioma.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fortalecer as a\u00e7\u00f5es de governan\u00e7a dentro dos territ\u00f3rios, apoiando reuni\u00f5es, assembleias e f\u00f3runs, al\u00e9m de promover o desenvolvimento de instrumentos de gest\u00e3o, como os Planos de Gest\u00e3o Territorial e Ambiental (PGTAs) e Protocolos de Consulta.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><span style=\"font-weight: 400;\">Promover e financiar a\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o ambiental e de descontamina\u00e7\u00e3o\/reabilita\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas mais afetadas, al\u00e9m de garantir o monitoramento cont\u00ednuo dos n\u00edveis de merc\u00fario na popula\u00e7\u00e3o.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><b>(iii) Rastreabilidade da cadeia de fornecimento de ouro:<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O governo brasileiro j\u00e1 adotou algumas medidas para aprimorar a regulamenta\u00e7\u00e3o da cadeia de fornecimento de ouro e passou a exigir o registro formal dos principais atores envolvidos na cadeia do ouro da minera\u00e7\u00e3o artesanal e de pequena escala (como garimpeiros, compradores e exportadores). Em 2023, implementou a Nota Fiscal Eletr\u00f4nica do Ouro (NF-e Ouro), documento obrigat\u00f3rio que verifica e registra a origem do mineral.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar disso, ainda s\u00e3o necess\u00e1rias medidas adicionais para continuar aprimorando os mecanismos de rastreabilidade do ouro e implementar uma legisla\u00e7\u00e3o mais robusta para o controle da produ\u00e7\u00e3o e do com\u00e9rcio mineral. Entre essas medidas est\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o de um portal p\u00fablico digital contendo informa\u00e7\u00f5es sobre t\u00edtulos miner\u00e1rios, licen\u00e7as, embargos e \u00e1reas monitoradas, permitindo que compradores verifiquem o local de origem vinculado \u00e0 NF-e Ouro. Isso contribuiria significativamente para melhorar a rastreabilidade para empresas e compradores que importam ouro do Brasil, promovendo assim uma cadeia de fornecimento mais transparente.<\/span><\/p>\n<div class=\"fitem-sep\"><\/div>\n<p><b>*Observa\u00e7\u00f5es<\/b><\/p>\n<ol>\n<li><b> Metodologia dos sistemas de monitoramento<\/b><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para o monitoramento do Sirad X, s\u00e3o utilizadas imagens de radar do sat\u00e9lite Sentinel-1, processadas por uma s\u00e9rie de algoritmos na plataforma Google Earth Engine (GEE), juntamente com imagens \u00f3pticas dos sat\u00e9lites Landsat-9 (sensor OLI-2) e Sentinel-2 (sensor MSI). Uma equipe de analistas examina a \u00e1rea monitorada, buscando visualmente anomalias nas imagens produzidas. Cada pol\u00edgono de desmatamento \u00e9 avaliado com base em sua proximidade de outras \u00e1reas de degrada\u00e7\u00e3o e no hist\u00f3rico da regi\u00e3o e, quando necess\u00e1rio, pessoas familiarizadas com o local s\u00e3o contatadas para confirmar o desmatamento. O conhecimento direto da \u00e1rea \u00e9 fundamental para a valida\u00e7\u00e3o dos dados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para o Amazon Mining Watch, o detector de minas \u00e9 uma rede neural artificial treinada para distinguir \u00e1reas de minera\u00e7\u00e3o de outros tipos de terreno, a partir de exemplos rotulados manualmente que mostram minas e outros elementos relevantes tal como aparecem nas imagens do sat\u00e9lite Sentinel-2. A rede opera sobre blocos quadrados de dados extra\u00eddos do produto Sentinel-2 L1C. Cada pixel do bloco registra a luz refletida da superf\u00edcie terrestre em doze bandas do espectro vis\u00edvel e infravermelho. Os dados do Sentinel s\u00e3o combinados (mediana composta) ao longo de v\u00e1rios meses para reduzir a presen\u00e7a de nuvens, sombras de nuvens e outros efeitos transit\u00f3rios. Durante a execu\u00e7\u00e3o, a rede avalia cada bloco em busca de sinais de atividade mineradora recente, e a regi\u00e3o de interesse \u00e9 ent\u00e3o deslocada pela metade da largura do bloco para que a rede fa\u00e7a uma nova avalia\u00e7\u00e3o. Esse processo se repete at\u00e9 cobrir toda a \u00e1rea de interesse.<\/span><\/p>\n<p><b>2. <\/b><b>Minera\u00e7\u00e3o em Terras Ind\u00edgenas.\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-27541\" src=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Screenshot-2026-03-12-181744.png\" alt=\"\" width=\"442\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Screenshot-2026-03-12-181744.png 623w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Screenshot-2026-03-12-181744-300x248.png 300w\" sizes=\"(max-width: 442px) 100vw, 442px\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o brasileira, a Permiss\u00e3o de Lavra Garimpeira \u2014 ou seja, a concess\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o para minera\u00e7\u00e3o artesanal \u2014 \u00e9 vedada dentro de territ\u00f3rios ind\u00edgenas. (Molina, Lu\u00edsa Pontes, 2023. <\/span><a href=\"https:\/\/acervo.socioambiental.org\/acervo\/documentos\/terra-rasgada-como-avanca-o-garimpo-na-amazonia-brasileira\"><span style=\"font-weight: 400;\">Terra rasgada: como avan\u00e7a o garimpo na Amaz\u00f4nia brasileira.<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> Instituto Socioambiental).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No caso espec\u00edfico analisado, a concess\u00e3o, outorgada em 1981, \u00e9 anterior \u00e0 homologa\u00e7\u00e3o da Terra Ind\u00edgena Kuruaya, ocorrida em 2001. Ap\u00f3s a homologa\u00e7\u00e3o, a concession\u00e1ria (a empresa Brasinor) tamb\u00e9m apresentou diversos pedidos de concess\u00e3o para pesquisa mineral dentro do territ\u00f3rio, que aparentemente foram rejeitados. No entanto, um protocolo relacionado \u00e0 concess\u00e3o anteriormente ativa foi aprovado pela Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o em 30 de janeiro de 2026. A legalidade desse ato, bem como da pr\u00f3pria concess\u00e3o, deve ser investigada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um princ\u00edpio consolidado no direito brasileiro \u00e9 que os direitos territoriais ind\u00edgenas produzem efeitos antes de seu reconhecimento formal, de modo que o fato de a concess\u00e3o ser anterior \u00e0 homologa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio \u00e9 irrelevante. Caso a autoriza\u00e7\u00e3o da ANM seja considerada irregular, deve prevalecer a veda\u00e7\u00e3o constitucional \u00e0 minera\u00e7\u00e3o em terras ind\u00edgenas, e a concess\u00e3o deve ser anulada. Uma <\/span><a href=\"https:\/\/www.mpf.mp.br\/o-mpf\/unidades\/pr-pa\/noticias\/justica-atende-pedido-do-mpf-para-impedir-atividades-de-mineracao-em-terras-indigenas-no-para\"><span style=\"font-weight: 400;\">decis\u00e3o da Justi\u00e7a Federal<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, em 2019, determinou que a Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o deve indeferir qualquer pedido de pesquisa ou lavra dentro de territ\u00f3rios ind\u00edgenas, mesmo antes de sua aprova\u00e7\u00e3o formal.<\/span><\/p>\n<div class=\"fitem-sep\"><\/div>\n<h3><b>Agradecimentos<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Este relat\u00f3rio faz parte de uma s\u00e9rie dedicada \u00e0 extra\u00e7\u00e3o do ouro na Amaz\u00f4nia, desenvolvida por meio de uma colabora\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica entre a <\/span><b>Amazon Conservation e parceiros regionais<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, com apoio da <\/span><b>Gordon and Betty Moore Foundation<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Neste caso, agradecemos ao nosso parceiro <\/span><b>Instituto Socioambiental (ISA)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> pela lideran\u00e7a na elabora\u00e7\u00e3o deste relat\u00f3rio.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-25406 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/moore-logo-color-1024x398.jpg\" alt=\"\" width=\"257\" height=\"100\" srcset=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/moore-logo-color-1024x398.jpg 1024w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/moore-logo-color-300x117.jpg 300w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/moore-logo-color-768x298.jpg 768w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/moore-logo-color-1536x597.jpg 1536w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/moore-logo-color.jpg 1975w\" sizes=\"(max-width: 257px) 100vw, 257px\" \/>.\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 <img decoding=\"async\" class=\"wp-image-27589 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/logo-redes_1-ISA-e1775066803353-300x96.png\" alt=\"\" width=\"341\" height=\"109\" srcset=\"https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/logo-redes_1-ISA-e1775066803353-300x96.png 300w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/logo-redes_1-ISA-e1775066803353-768x245.png 768w, https:\/\/www.maapprogram.org\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/logo-redes_1-ISA-e1775066803353.png 852w\" sizes=\"(max-width: 341px) 100vw, 341px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"fitem-sep\"><\/div>\n<div class=\"fitem-sep\"><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A minera\u00e7\u00e3o ilegal segue avan\u00e7ando na Amaz\u00f4nia brasileira, muito provavelmente impulsionada pela valoriza\u00e7\u00e3o do ouro. 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